Dicas e avaliações de assuntos muito explorados por um (ou mais) de nossos sentidos: gastronomia, bebidas, cinema, música, receitas...
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Cream cheese e cebolinha
Muitas vezes você recebe uma visita inesperada em sua casa e não faz ideia do que oferecer. Nessa hora, nada como ter algo pronto em sua geladeira que surpreenderá suas visitas com um ótimo sabor.
Cream cheese vai bem com tudo, então, fica a dica desse aperitivo prático:
- 1 pote de cream cheese
- Cebolinha fresca
Coloque o cream cheese dentro de um saquinho tipo "Ziploc. Pique a cebolinha verde em pedaços de aproximadamente 5cm, na quantidade que achar ideal para o seu cream cheese. Depois, acrescente ela no cream cheese dentro do saquinho. Feche o saquinho e depois abra um canto dele para tirar o ar de dentro pressionando. Feche novamente e amasse o cream cheese com a cebolinha dentro do saquinho, até ficar bem misturado.
Pronto! Guarde na geladeira na parte central, onde não correrá o risco de congelar.
Para servir, tire a quantidade necessária e coloque em uma mini tigela. O acompanhamento que recomendo é o biscoito de gergelim da "Piraquê", mas caso não tenha, qualquer biscoito ou torrada serve.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
My Favourite Faded Fantasy – Damien Rice
Após ouvir pela primeira vez, digo que estamos diante de um dos melhores discos do ano. Os 8
anos de lacuna de lançamentos de estúdio, Damien Rice volta com o vocal melhor do que
nunca, com músicas que falam de amor com cinismo e tons autoflagelação, mas com uma
incomum esperança, vindo do irlandês. Se ele encantou o mundo com a obra-prima “O” e
repetiu a dose em “9”, fez esse mesmo mundo (quase) cansar de esperar. Muitos rumores
surgiram sobre seu “desaparecimento”, não fazer shows, vídeos dele cantando nas ruas de
Dublin davam o tom de melancolia ou mesmo depressão, inclusive pelo rompimento musical e
afetivo com Lisa Hanningan. Sua voz, habitué nos primeiros discos, não faz falta nesse novo
disco, mas há muito sobre ela no lançamento. E foi o melhor, a inspiração. Damien mostra seus
demônios (sem trocadilho), exorciza-os e segue em frente.
São apenas 8 musicas que além do tenor potente, tem guitarra, piano, bateria, cordas e vozes auxiliares impecáveis. As canções tem início calmo e crescem próximo do fim, com potência e entrega dos envolvidos. A primera canção, homônima do disco, já estraçalha tudo, com letra poética e termina apoteótica, que acompanhada da segunda faixa, a longa “It Takes a Lot to Know a Man”, dizem para o que o Damien voltou. Não há melancolia, há crescimento. Há música boa, voz boa, letra boa. Já “The Greatest Bastard”, o próprio nome diz, é a dose de autoflagelação e o som que flerta com os cds anteriores (o que é uma delicia).
Chegamos ao meio do cd (já?) e com ele vem a música que certamente será um hit ou trilha de novela/filme. Tudo por conta do refrão belo e sonoro, que dão nome a “I Don’t Want To Change You”. Esperem e ouvirão, mesmo que não queiram. “Colour me In” segue um pouco a anterior, com voz calma, violão lento e que explode com um violino impecável e o piano. A menor música do disco, “The Box” é o grito de liberdade, não apenas pela letra que versa sobre isso, mas a voz de Damien diz isso. É linda. Vejam o clipe dessa música:
Otimismo nunca foi marca registrada do irlandês, mas “Trusty and True” é, talvez, seu marco sobre o otimismo. Apesar dos mais de 8 minutos de música, ela mostra a nova faceta de Damien. “Come, come along /Come with sorrows and songs / Come however you want / Just come, come along / Come, let yourself be wrong / Come how ever you want, just come”. Nunca imaginaria ouvir algo do tipo de Damien e por isso seja a música surpresa do disco, mas não por isso não seja boa. O fim chegou com “Long Long Way”. Um caminhada não tão longa, mas é um fim que flerta com o “velho” Damien. Parece até que ouvi uma voz feminina. Lisa? Não saberemos.
Confesso, sou fã de Damien Rice. Ele faz parte da trilha sonora da minha vida e ainda me lembro de partes do show que fez em São Paulo em 2009. Damien Rice fez se não o melhor, o mais belo álbum do ano. Tendo a dizer que fez o seu melhor álbum. Melhor, fez um álbum que esperamos por muitos anos. Damien flertou com o mundo pop por conta de “The Blowers Daughter” e seu sucesso no filme “Closer”. Mas o mundo pop não cabe pra ele. É muito folk pra isso. Folk? Não, Damien é um ser único, num tipo único de música. Não há como classificar num gênero que não seja o gênero “Damien Rice”. Ouçam. Ouvimos um músico único. Ouvi um cd maravilhoso. Que não demore mais 8 anos para o próximo. E tomara que tenhamos um turnê por aqui.
Site oficial: http://www.damienrice.com/
Vitor Stefano
São apenas 8 musicas que além do tenor potente, tem guitarra, piano, bateria, cordas e vozes auxiliares impecáveis. As canções tem início calmo e crescem próximo do fim, com potência e entrega dos envolvidos. A primera canção, homônima do disco, já estraçalha tudo, com letra poética e termina apoteótica, que acompanhada da segunda faixa, a longa “It Takes a Lot to Know a Man”, dizem para o que o Damien voltou. Não há melancolia, há crescimento. Há música boa, voz boa, letra boa. Já “The Greatest Bastard”, o próprio nome diz, é a dose de autoflagelação e o som que flerta com os cds anteriores (o que é uma delicia).
Chegamos ao meio do cd (já?) e com ele vem a música que certamente será um hit ou trilha de novela/filme. Tudo por conta do refrão belo e sonoro, que dão nome a “I Don’t Want To Change You”. Esperem e ouvirão, mesmo que não queiram. “Colour me In” segue um pouco a anterior, com voz calma, violão lento e que explode com um violino impecável e o piano. A menor música do disco, “The Box” é o grito de liberdade, não apenas pela letra que versa sobre isso, mas a voz de Damien diz isso. É linda. Vejam o clipe dessa música:
Otimismo nunca foi marca registrada do irlandês, mas “Trusty and True” é, talvez, seu marco sobre o otimismo. Apesar dos mais de 8 minutos de música, ela mostra a nova faceta de Damien. “Come, come along /Come with sorrows and songs / Come however you want / Just come, come along / Come, let yourself be wrong / Come how ever you want, just come”. Nunca imaginaria ouvir algo do tipo de Damien e por isso seja a música surpresa do disco, mas não por isso não seja boa. O fim chegou com “Long Long Way”. Um caminhada não tão longa, mas é um fim que flerta com o “velho” Damien. Parece até que ouvi uma voz feminina. Lisa? Não saberemos.
Confesso, sou fã de Damien Rice. Ele faz parte da trilha sonora da minha vida e ainda me lembro de partes do show que fez em São Paulo em 2009. Damien Rice fez se não o melhor, o mais belo álbum do ano. Tendo a dizer que fez o seu melhor álbum. Melhor, fez um álbum que esperamos por muitos anos. Damien flertou com o mundo pop por conta de “The Blowers Daughter” e seu sucesso no filme “Closer”. Mas o mundo pop não cabe pra ele. É muito folk pra isso. Folk? Não, Damien é um ser único, num tipo único de música. Não há como classificar num gênero que não seja o gênero “Damien Rice”. Ouçam. Ouvimos um músico único. Ouvi um cd maravilhoso. Que não demore mais 8 anos para o próximo. E tomara que tenhamos um turnê por aqui.
Site oficial: http://www.damienrice.com/
Vitor Stefano
domingo, 12 de outubro de 2014
Temakeria Paulista
O Tatuapé está cheio de restaurantes de comida japonesa, mas
esse em especial se destaca. Não é o amado rodizio onde saímos rolando como um
sushi. A Temakeria Paulista, como o nome diz, é especializada em temakis, mas
tem outras opções também. Mas saiba, vá de temaki. Se você se confunde sempre
com os nomes das comidas japonesas, temaki é aquele cone de alga recheado.
Imagine recheado. Será mais. Imagine grande. Será mais.
Primeiro é um belo restaurante com uma decoração típica
oriental, mas bem moderna. Chegando às mesas temos tablets onde vemos o
cardápio completo com fotos, fazemos pedidos e chamamos o garçom em caso de
dúvidas. Por falar em garçons, o atendimento é ágil e todos conhecem o que
estão servindo, tiram dúvidas com propriedade.
Vamos à comida. Somos primeiramente servidos de um gostoso
sunomono. Na mesa ficam molhos com wasabi, Como prato principal, há todas as
possibilidades que estamos acostumados num restaurante oriental. Eu comi um
ceviche, que estava bom, mas não é o carro chefe. Olhando as mesas ao lado é
possível não ver a pessoa comendo, tal o tamanho do temaki (claro que é um
exagero). Os temakis têm dois tamanhos – grande ou pequeno, mas são muito bem
servidos. Há diversos sabores, dos tradicionais aos especiais, onde você pode
até montar da forma como quiser. Um temaki grande é uma refeição muito bem
servida e é delicioso. E o preço é justo, variando entre 18 e 30 reais.
Não por menos está sempre muito cheio e aos finais de semana
rola uma fila para entrar. A Temakeria Paulista faz do Tatuapé quase a
Liberdade da Zona Leste. Vale a pena!
Endereço: Rua Serra do Japi, 1436 - Vila Gomes Cardim - São Paulo
Notas:
Ambiente: 9,0
Atendimento: 9,0
Comida: 9,5
Ambiente: 9,0
Atendimento: 9,0
Comida: 9,5
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Lumosity
Descobri um site incrível, feito exclusivamente para exercitar o cérebro. É o Lumosity (www.lumosity.com), com programas de exercícios mentais personalizados através de perguntas e games exclusivos. E o melhor de tudo: em português!
É possível escolher treinamentos específicos como velocidade, memória, atenção, flexibilidade ou solução de problemas - em que é possível exercitar individualmente ou mais de um aspecto (ou todos, se preferir). A intenção é fazer um treino constante, para aprimorar o aproveitamento do próprio cérebro - é como uma academia de ginástica, só que mental. Quanto mais seu desempenho melhora, maior será o número de desafios criados por seu programa de treinamento.
É gratuito, porém com o uso limitado - o que não impede de exercitar o cérebro todos os dias. Mas se quiser uma experiência mais completa e efetiva, há planos anuais que custam cerca de 5 dólares mensais. Acho um excelente investimento!
Há aplicativos para todas as plataformas de smartphones também.
É possível escolher treinamentos específicos como velocidade, memória, atenção, flexibilidade ou solução de problemas - em que é possível exercitar individualmente ou mais de um aspecto (ou todos, se preferir). A intenção é fazer um treino constante, para aprimorar o aproveitamento do próprio cérebro - é como uma academia de ginástica, só que mental. Quanto mais seu desempenho melhora, maior será o número de desafios criados por seu programa de treinamento.
É gratuito, porém com o uso limitado - o que não impede de exercitar o cérebro todos os dias. Mas se quiser uma experiência mais completa e efetiva, há planos anuais que custam cerca de 5 dólares mensais. Acho um excelente investimento!
Há aplicativos para todas as plataformas de smartphones também.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Untappd
Depois de tanto tempo sem postar por aqui, volto com uma dica de aplicativo. O Untappd é o maior companheiro de cervejeiros e amantes de cervejas boas. Se você só toma suas Skols, Brahma e Itaipavas, não vai aproveitar muito bem sua aplicabilidade, mas pode usar para explorar além das pilsens nacionais. O Untappd é estilo o Vivino de cervejas. Se você não conhece Vivino... Em que mundo você vive?
Bom, aos que não conhecem nenhum dos dois, valem a pena baixar no seu Smartphone. O Untappd é uma rede social com o cadastro de "todas" cervejas do mundo. Você localiza a cerveja que está tomando (não há a facilidade do Vivino de tirar a foto e reconhecer automaticamente, mas só falta isso para ser ainda melhor), tira foto dela, dá sua nota e dá seus pitacos da água+malte+cevada+o que você quiser. E quando digo "todas" é modo de falar, pois às vezes não localizamos algumas, principalmente de pequenas cervejarias nacionais, mas é rápido e fácil incluí-la e acumular mais cervejas no seu portfólio.
A graça é ver quantas cervejas diferentes você tomou, quais mais gostou e brindar com os amigos no bar. Há também alguns badges quando você "acumula" cervejas do mesmo estilo ou de alguns países. Eu comecei a usar o App em fevereiro de 2013 e agora estou com 324 cervejas tomadas, 259 diferentes e 93 badges. Quero ver chegar nos meus números!
Agora é baixar e se divertir. O aplicativo é grátis para Ios, Android ou Windows Phone e você pode logar com o Facebook ou criar uma conta direto por lá. Gostou? Então baixe no smartphone ou vá no computador mesmo, no site https://untappd.com/ e me procura por lá. Vamos "brindar". Eu estou no app como vitorstefano.
Nota: 9
Bom, aos que não conhecem nenhum dos dois, valem a pena baixar no seu Smartphone. O Untappd é uma rede social com o cadastro de "todas" cervejas do mundo. Você localiza a cerveja que está tomando (não há a facilidade do Vivino de tirar a foto e reconhecer automaticamente, mas só falta isso para ser ainda melhor), tira foto dela, dá sua nota e dá seus pitacos da água+malte+cevada+o que você quiser. E quando digo "todas" é modo de falar, pois às vezes não localizamos algumas, principalmente de pequenas cervejarias nacionais, mas é rápido e fácil incluí-la e acumular mais cervejas no seu portfólio.
A graça é ver quantas cervejas diferentes você tomou, quais mais gostou e brindar com os amigos no bar. Há também alguns badges quando você "acumula" cervejas do mesmo estilo ou de alguns países. Eu comecei a usar o App em fevereiro de 2013 e agora estou com 324 cervejas tomadas, 259 diferentes e 93 badges. Quero ver chegar nos meus números!
Agora é baixar e se divertir. O aplicativo é grátis para Ios, Android ou Windows Phone e você pode logar com o Facebook ou criar uma conta direto por lá. Gostou? Então baixe no smartphone ou vá no computador mesmo, no site https://untappd.com/ e me procura por lá. Vamos "brindar". Eu estou no app como vitorstefano.
Nota: 9
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Cenas de um Casamento
Como começar a entender o cinema de Ingmar Bergman. Ao invés de ir de cara com "O Sétimo Selo", "Fanny e Alexander" ou "Morango Silvestres", caiu nas minhas mãos o livro "Cenas de um Casamento" do histórico diretor sueco. Então, a fim de desestruturar a aura imaculada que há em volta de Bergman, decidi me arriscar - até porque um livro tem capacidade de ser muito mais complexo do que qualquer obra audiovisual. Porém, diferente de tudo que tenho lido atualmente, logo percebi nos primeiros parágrafos que haviam apenas diálogos e pequenas menções de estado ou lugar, como se estivesse lendo um roteiro cinematográfico. Essa estranhesa foi substituida pelo envolvimento que a vida, ou seria montanha russa, de Marianne e Johan nos proporcionam.
Dividos em 6 capítulos, vemos a vida do casal Marianne e Johan mudar por completo do começo ao fim do livro. De cara começa com a perfeição em forma de casamento. A família perfeita é composta por Marianne, uma advogada bem sucedida, Johan, um professor renomado e duas filhas lindas. Os medos e incertezas comuns de todos que trocam alianças não existem. A confiança, felicidade e exemplo de perfeição do que a burguesia introduziu em nossas mentes do que a instituição família.
Ao decorrer das os fantasmas da impaciencia, imaturidade, ódio, paixão e amor surgem como explosões incontroláveis de lavas de um vulcão. Os diálogos vão ficando cada vez mais agressivos, intensos e envolventes ao leitor. A saída de Johan de casa por conta de uma paixão incontrolável é o grande auge das mudanças na vida do casal. A perfeição cai por terra. Olham para trás e vêem que não foram felizes, não viveram e não foram amigos. A verdade que deveria permear a relação, nunca existiu. Entre idas e vindas, visitas surpresas, acasos, o ex-casal volta a buscar respostas, certezas. Voltar é uma solução? Não há como saber nunca.
Bergman nos agracia com um livro-diálogo de tamanha força. Os personagens são infantílmente interessantes e maduramente complexos. São capazes de frases inesquecíveis e bobagens condenáveis. Acessos de fúria, agressões, sexo e conhaque à beira da lareira, são elementos das variações de humor desse casal, mas que poderia ser de todos nós. A vida a dois (ou a não vida) tem nesse livro um representante à altura do definitivo. O meu fantasma sobre Bergman se dissipou. Agora vou começar a me embrenhar na filmografia. Só por questão de gratidão, começarei com a série (de 6 capitulos feito para a Tv sueca) ou o filme, que nada mais é do que a fragmentação da série. Assim que o fizer, digo o que achei. Liv Ullmann e Erland Josephson dão vida aos queridos Marianne e Johan.
Dividos em 6 capítulos, vemos a vida do casal Marianne e Johan mudar por completo do começo ao fim do livro. De cara começa com a perfeição em forma de casamento. A família perfeita é composta por Marianne, uma advogada bem sucedida, Johan, um professor renomado e duas filhas lindas. Os medos e incertezas comuns de todos que trocam alianças não existem. A confiança, felicidade e exemplo de perfeição do que a burguesia introduziu em nossas mentes do que a instituição família.
Ao decorrer das os fantasmas da impaciencia, imaturidade, ódio, paixão e amor surgem como explosões incontroláveis de lavas de um vulcão. Os diálogos vão ficando cada vez mais agressivos, intensos e envolventes ao leitor. A saída de Johan de casa por conta de uma paixão incontrolável é o grande auge das mudanças na vida do casal. A perfeição cai por terra. Olham para trás e vêem que não foram felizes, não viveram e não foram amigos. A verdade que deveria permear a relação, nunca existiu. Entre idas e vindas, visitas surpresas, acasos, o ex-casal volta a buscar respostas, certezas. Voltar é uma solução? Não há como saber nunca.
Bergman nos agracia com um livro-diálogo de tamanha força. Os personagens são infantílmente interessantes e maduramente complexos. São capazes de frases inesquecíveis e bobagens condenáveis. Acessos de fúria, agressões, sexo e conhaque à beira da lareira, são elementos das variações de humor desse casal, mas que poderia ser de todos nós. A vida a dois (ou a não vida) tem nesse livro um representante à altura do definitivo. O meu fantasma sobre Bergman se dissipou. Agora vou começar a me embrenhar na filmografia. Só por questão de gratidão, começarei com a série (de 6 capitulos feito para a Tv sueca) ou o filme, que nada mais é do que a fragmentação da série. Assim que o fizer, digo o que achei. Liv Ullmann e Erland Josephson dão vida aos queridos Marianne e Johan.
terça-feira, 14 de junho de 2011
P. J. Clarkes
Quem gosta de lanchonetes certamente já conhece o P.J.Clarkes. Se não conhece, não sabe o que está perdendo. E não pense que só vale a pena pelos hamburgueres suculentos. Tudo o que está lá é extremamente saboroso, dos drinks às sobremesas. Com estilo totalmente inspirado em NY (até por ser uma filial de um restaurante de lá), com mesas com toalhas quadriculadas, sofás vemelhos, meia luz, vitrais e muita madeira nos remete aos bares da Big Apple. Pode parecer brega pela quantidade de informação, mas, engana-se, é um ambiente extremamente aconchegante e relaxante. Talvez um pouquinho mais de luz ajudasse, mas nada que incomode. Também tem um grande telão, com esportes. Mas vamos ao que interessa.
| Hell's Kitchen - participante do Festival |
Os lanches são feitos todos com hamburgueres caseiros, altos e muito suculentos. O ponto no PJ é o nosso mal passado, mas não êxite em pedi-lo assim, visto a alta de qualidade dos ingredientes usados na cozinha. Atualmente estão com um Festival "Totalmente New York" (até o final de agosto de 2011) de hamburgueres em homenagem à cidade e além dos lanches constantes no cardápio (destaque ao hamburguer e cheeseburguer). Dentre o Festival há opções com hamburgueres de siri, frango e linguiça toscana. Vá e perderá um grande tempo escolhendo o que comer, seja do menu fixo ou do Festival. Também há outras opções como saladas, pratos e até um bar de ostras. Eu disse, a escolha é complicada.
Para acompanhar há choop Brahma e Guinness (quarta é dia de Guinness Hour), cervejas como Leffe e Brooklin (já comentamos aqui sobre a Brooklin 1). Mas não deixe de dar uma olhada nos coquetéis do bar, com misturas diferentes e bem saborosas, além dos tradicionais drinks - destaque para o levíssimo Cosmopolitan.
Chegando ao fim, quando você já está satisfeito, guarde lugar para o cheesecake da casa, já eleito o melhor da cidade pela Revista Época São Paulo e comprovo - é o melhor que já provei nessa vida. Há outras tentações, mas caso vá acompanhado, um dos dois deve pedir o doce de queijo.
P.J. é ótimo por si só, mas tudo fica ainda melhor com a recepção e atenção dos funcionários, bem informados, educados e muito agradáveis. Sem dúvida, uma coroação de todo o êxito conseguido com as delícias do cardápio. O P.J. abre todos os dias e fica na Dr. Mario Ferraz, 568 no Itaim Bibi - São Paulo.
Notas:
Ambiente: 8,5
Atendimento: 9,5
Comida: 9,5
terça-feira, 7 de junho de 2011
Freixenet Cordon Negro Brut
Comemorações, festas, encontros, namoros ou momentos casuais, o Cordón Negro se adapta à todas as ocasiões por seu frescor, aroma frutado e sua cor amarelo palha, ornada com suas permanentes borbulhas, o que é imprescindível num bom espumante. Ele é seco porém pouco ácido, deixando-o leve para consumo livre ou acompanhando um belo jantar ou uma bela mesa de queijos. Uma delícia de espumante para se deliciar. É amor à primeira degustada.
Espumante, cava, vinho, frisante. Cada um chama de um jeito, mas uma cava não deixa de ser um espumante, assim como o Champagne. Para facilitar, cava é a champagne da Espanha, por conta da região que é feita. Esta denominação de origem é exclusiva dos vinhos espumantes espanhóis feitos em várias áreas do noroeste da Espanha (grande parte da região da Cataluña). Seguindo o método champenoise, a Freixenet Cordon Negro Brut destaca-se por conseguir alcançar reconhecimento internacional e fazer de sua marca um codinome do estilo cava.
A Freixenet Cordon Negro Brut é composta das uvas Parellada (40%), Macabeo (35%) e Xarello (25%). O teor alcoolico é de 12,00%. Para um maior aproveitamento dos aromas e da espuma deve-se consumir a cava a uma temperatura de 6 a 7ºC. Se ainda não provou, vale a pena.
Preço Médio: R$ 50,00
Site Oficial
Nota: 9
terça-feira, 24 de maio de 2011
Café
Simples assim. Um cafézinho, por favor. O mundo é tarado por café e por isso não podemos deixar de tê-lo por aqui. Há uma infinidade de opções em cafeterias, tipos de cafés, cafeteiras expressas e o café a bebida (sem contar a água) mais consumida no mundo - 400 bi xícaras por ano. Do café feito em casa, ou moído na hora, àqueles elaborados como drinks, ele é um ótimo companheiro para todos os momentos, para confraternizar, conversar, fumar, relaxar, despertar. Cada um usa uma desculpa para tomar um cafézinho.
Para fazer um café tradicional é simples.
- 2 colheres (sopa) de café
- 200 ml de água filtrada
Após esquentar a água, deixe-a ferver. Despeje-a no coador com o pó do café e sinta o cheiro dessa bebida maravilhosa. Sabemos que poucas pessoas gostam dele puro, sem adoçar, mas tente prová-lo assim, pois só assim conseguimos sentir o verdadeiro sabor dele. Óbviamente há variações por gosto, mas essa é a base de tudo. Acrescente canela, mais pó, chantilly, leite, conhaque ou o que quiser. Café é uma bebida incrível para brincar e inventar. Mas para quem não sabe nem fazer pipoca de microondas já pode se aventurar e fazer o cafézinho e agradar os amigos e as visitas.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Licor 43
Um sabor único e marcante. É assim que "43" pode ser definido. Corro o risco de dizer que no mercado não há nenhum licor com tal competência, pois seu buquê é inconfundível. De aroma forte e sabor delicioso (por não dizer delicado), o Lícor tem uma força que, como o próprio Zeezo diz: "é um licor para homem". Obvio que há mulheres que gostam, mas definitivamente sua força dá a conotação de que se há um licor de homem, o 43 é o símbolo.
A mistura de 43 ingredientes naturais e uma elaboração quase artesanal fazem deste espanhol um símbolo das bebidas alcoolicas da Espanha. A fórmula é secreta e milenar, pois desde antes da descoberta da Espanha já havia indícios de produção de licores naquele território. E o uso de frutas cítricas com plantas aromáticas já estavam no "cardápio". Desde a descoberta, pela destilaria Diego Zamora S.A., em 1924, do tal método secreto tornou o licor mais suave, e por meio da adição dos mágicos 43 ingredientes especiais, obtiveram esse deus do mundo dos licores. Se não conhecem, não percam tempo.
O 43, como a maioria dos licores, costumeiramente, é ingerido em sua forma cru ou gelado, porém em seu site oficial há algumas opções de coquetéis para serem feitos. Não provei, mas fiquei com gostinho na boca para tentar.
Nota: 9
A mistura de 43 ingredientes naturais e uma elaboração quase artesanal fazem deste espanhol um símbolo das bebidas alcoolicas da Espanha. A fórmula é secreta e milenar, pois desde antes da descoberta da Espanha já havia indícios de produção de licores naquele território. E o uso de frutas cítricas com plantas aromáticas já estavam no "cardápio". Desde a descoberta, pela destilaria Diego Zamora S.A., em 1924, do tal método secreto tornou o licor mais suave, e por meio da adição dos mágicos 43 ingredientes especiais, obtiveram esse deus do mundo dos licores. Se não conhecem, não percam tempo.
O 43, como a maioria dos licores, costumeiramente, é ingerido em sua forma cru ou gelado, porém em seu site oficial há algumas opções de coquetéis para serem feitos. Não provei, mas fiquei com gostinho na boca para tentar.
Nota: 9
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