domingo, 12 de outubro de 2014

Temakeria Paulista



O Tatuapé está cheio de restaurantes de comida japonesa, mas esse em especial se destaca. Não é o amado rodizio onde saímos rolando como um sushi. A Temakeria Paulista, como o nome diz, é especializada em temakis, mas tem outras opções também. Mas saiba, vá de temaki. Se você se confunde sempre com os nomes das comidas japonesas, temaki é aquele cone de alga recheado. Imagine recheado. Será mais. Imagine grande. Será mais.

Primeiro é um belo restaurante com uma decoração típica oriental, mas bem moderna. Chegando às mesas temos tablets onde vemos o cardápio completo com fotos, fazemos pedidos e chamamos o garçom em caso de dúvidas. Por falar em garçons, o atendimento é ágil e todos conhecem o que estão servindo, tiram dúvidas com propriedade.

Vamos à comida. Somos primeiramente servidos de um gostoso sunomono. Na mesa ficam molhos com wasabi,  Como prato principal, há todas as possibilidades que estamos acostumados num restaurante oriental. Eu comi um ceviche, que estava bom, mas não é o carro chefe. Olhando as mesas ao lado é possível não ver a pessoa comendo, tal o tamanho do temaki (claro que é um exagero). Os temakis têm dois tamanhos – grande ou pequeno, mas são muito bem servidos. Há diversos sabores, dos tradicionais aos especiais, onde você pode até montar da forma como quiser. Um temaki grande é uma refeição muito bem servida e é delicioso. E o preço é justo, variando entre 18 e 30 reais. 

Não por menos está sempre muito cheio e aos finais de semana rola uma fila para entrar. A Temakeria Paulista faz do Tatuapé quase a Liberdade da Zona Leste. Vale a pena!


Endereço: Rua Serra do Japi, 1436 - Vila Gomes Cardim - São Paulo

Notas:
Ambiente: 9,0
Atendimento: 9,0
Comida: 9,5

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lumosity

Descobri um site incrível, feito exclusivamente para exercitar o cérebro. É o Lumosity (www.lumosity.com), com programas de exercícios mentais personalizados através de perguntas e games exclusivos. E o melhor de tudo: em português!

É possível escolher treinamentos específicos como velocidade, memória, atenção, flexibilidade ou solução de problemas - em que é possível exercitar individualmente ou mais de um aspecto (ou todos, se preferir). A intenção é fazer um treino constante, para aprimorar o aproveitamento do próprio cérebro - é como uma academia de ginástica, só que mental. Quanto mais seu desempenho melhora, maior será o número de desafios criados por seu programa de treinamento.

É gratuito, porém com o uso limitado - o que não impede de exercitar o cérebro todos os dias. Mas se quiser uma experiência mais completa e efetiva, há planos anuais que custam cerca de 5 dólares mensais. Acho um excelente investimento!

Há aplicativos para todas as plataformas de smartphones também.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Untappd

Depois de tanto tempo sem postar por aqui, volto com uma dica de aplicativo. O Untappd é o maior companheiro de cervejeiros e amantes de cervejas boas. Se você só toma suas Skols, Brahma e Itaipavas, não vai aproveitar muito bem sua aplicabilidade, mas pode usar para explorar além das pilsens nacionais. O Untappd é estilo o Vivino de cervejas. Se você não conhece Vivino... Em que mundo você vive?

Bom, aos que não conhecem nenhum dos dois, valem a pena baixar no seu Smartphone. O Untappd é uma rede social com o cadastro de "todas" cervejas do mundo. Você localiza a cerveja que está tomando (não há a facilidade do Vivino de tirar a foto e reconhecer automaticamente, mas só falta isso para ser ainda melhor), tira foto dela, dá sua nota e dá seus pitacos da água+malte+cevada+o que você quiser. E quando digo "todas" é modo de falar, pois às vezes não localizamos algumas, principalmente de pequenas cervejarias nacionais, mas é rápido e fácil incluí-la e acumular mais cervejas no seu portfólio.


A graça é ver quantas cervejas diferentes você tomou, quais mais gostou e brindar com os amigos no bar. Há também alguns badges quando você "acumula" cervejas do mesmo estilo ou de alguns países. Eu comecei a usar o App em fevereiro de 2013 e agora estou com 324 cervejas tomadas, 259 diferentes e 93 badges. Quero ver chegar nos meus números!


Agora é baixar e se divertir. O aplicativo é grátis para Ios, Android ou Windows Phone e você pode logar com o Facebook ou criar uma conta direto por lá. Gostou? Então baixe no smartphone ou vá no computador mesmo, no site https://untappd.com/ e me procura por lá. Vamos "brindar". Eu estou no app como vitorstefano.

Nota: 9

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cenas de um Casamento

Como começar a entender o cinema de Ingmar Bergman. Ao invés de ir de cara com "O Sétimo Selo", "Fanny e Alexander" ou "Morango Silvestres", caiu nas minhas mãos o livro "Cenas de um Casamento" do histórico diretor sueco. Então, a fim de desestruturar a aura imaculada que há em volta de Bergman, decidi me arriscar - até porque um livro tem capacidade de ser muito mais complexo do que qualquer obra audiovisual. Porém, diferente de tudo que tenho lido atualmente, logo percebi nos primeiros parágrafos que haviam apenas diálogos e pequenas menções de estado ou lugar, como se estivesse lendo um roteiro cinematográfico. Essa estranhesa foi substituida pelo envolvimento que a vida, ou seria montanha russa, de Marianne e Johan nos proporcionam.

Dividos em 6 capítulos, vemos a vida do casal Marianne e Johan mudar por completo do começo ao fim do livro. De cara começa com a perfeição em forma de casamento. A família perfeita é composta por Marianne, uma advogada bem sucedida, Johan, um professor renomado e duas filhas lindas. Os medos e incertezas comuns de todos que trocam alianças não existem. A confiança, felicidade e exemplo de perfeição do que a burguesia introduziu em nossas mentes do que a instituição família.

Ao decorrer das os fantasmas da impaciencia, imaturidade, ódio, paixão e amor surgem como explosões incontroláveis de lavas de um vulcão. Os diálogos vão ficando cada vez mais agressivos, intensos e envolventes ao leitor. A saída de Johan de casa por conta de uma paixão incontrolável é o grande auge das mudanças na vida do casal. A perfeição cai por terra. Olham para trás e vêem que não foram felizes, não viveram e não foram amigos. A verdade que deveria permear a relação, nunca existiu. Entre idas e vindas, visitas surpresas, acasos, o ex-casal volta a buscar respostas, certezas. Voltar é uma solução? Não há como saber nunca.

Bergman nos agracia com um livro-diálogo de tamanha força. Os personagens são infantílmente interessantes e maduramente complexos. São capazes de frases inesquecíveis e bobagens condenáveis. Acessos de fúria, agressões, sexo e conhaque à beira da lareira, são elementos das variações de humor desse casal, mas que poderia ser de todos nós. A vida a dois (ou a não vida) tem nesse livro um representante à altura do definitivo. O meu fantasma sobre Bergman se dissipou. Agora vou começar a me embrenhar na filmografia. Só por questão de gratidão, começarei com a série (de 6 capitulos feito para a Tv sueca) ou o filme, que nada mais é do que a fragmentação da série. Assim que o fizer, digo o que achei. Liv Ullmann e Erland Josephson dão vida aos queridos Marianne e Johan.


terça-feira, 14 de junho de 2011

P. J. Clarkes


Quem gosta de lanchonetes certamente já conhece o P.J.Clarkes. Se não conhece, não sabe o que está perdendo. E não pense que só vale a pena pelos hamburgueres suculentos. Tudo o que está lá é extremamente saboroso, dos drinks às sobremesas. Com estilo totalmente inspirado em NY (até por ser uma filial de um restaurante de lá), com mesas com toalhas quadriculadas, sofás vemelhos, meia luz, vitrais e muita madeira nos remete aos bares da Big Apple. Pode parecer brega pela quantidade de informação, mas, engana-se, é um ambiente extremamente aconchegante e relaxante. Talvez um pouquinho mais de luz ajudasse, mas nada que incomode. Também tem um grande telão, com esportes. Mas vamos ao que interessa.

Hell's Kitchen - participante do Festival

Os lanches são feitos todos com hamburgueres caseiros, altos e muito suculentos. O ponto no PJ é o nosso mal passado, mas não êxite em pedi-lo assim, visto a alta de qualidade dos  ingredientes usados na cozinha. Atualmente estão com um Festival "Totalmente New York" (até o final de agosto de 2011) de hamburgueres em homenagem à cidade e além dos lanches constantes no cardápio (destaque ao hamburguer e cheeseburguer). Dentre o Festival há opções com hamburgueres de siri, frango e linguiça toscana. Vá e perderá um grande tempo escolhendo o que comer, seja do menu fixo ou do Festival. Também há outras opções como saladas, pratos e até um bar de ostras. Eu disse, a escolha é complicada.

Para acompanhar há choop Brahma e Guinness (quarta é dia de Guinness Hour), cervejas como Leffe e Brooklin (já comentamos aqui sobre a Brooklin 1). Mas não deixe de dar uma olhada nos coquetéis do bar, com misturas diferentes e bem saborosas, além dos tradicionais drinks - destaque para o levíssimo Cosmopolitan.


Chegando ao fim, quando você já está satisfeito, guarde lugar para o cheesecake da casa, já eleito o melhor da cidade pela Revista Época São Paulo e comprovo - é o melhor que já provei nessa vida. Há outras tentações, mas caso vá acompanhado, um dos dois deve pedir o doce de queijo.

P.J. é ótimo por si só, mas tudo fica ainda melhor com a recepção e atenção dos funcionários, bem informados, educados e muito agradáveis. Sem dúvida, uma coroação de todo o êxito conseguido com as delícias do cardápio. O P.J. abre todos os dias e fica na Dr. Mario Ferraz, 568 no Itaim Bibi - São Paulo.

Notas:

Ambiente: 8,5
Atendimento: 9,5
Comida: 9,5

terça-feira, 7 de junho de 2011

Freixenet Cordon Negro Brut


Comemorações, festas, encontros, namoros ou momentos casuais, o Cordón Negro se adapta à todas as ocasiões por seu frescor, aroma frutado e sua cor amarelo palha, ornada com suas permanentes borbulhas, o que é imprescindível num bom espumante. Ele é seco porém pouco ácido, deixando-o leve para consumo livre ou acompanhando um belo jantar ou uma bela mesa de queijos. Uma delícia de espumante para se deliciar. É amor à primeira degustada.

Espumante, cava, vinho, frisante. Cada um chama de um jeito, mas uma cava não deixa de ser um espumante, assim como o Champagne. Para facilitar, cava é a champagne da Espanha, por conta da região que é feita. Esta denominação de origem é exclusiva dos vinhos espumantes espanhóis feitos em várias áreas do noroeste da Espanha (grande parte da região da Cataluña). Seguindo o método champenoise, a Freixenet Cordon Negro Brut destaca-se por conseguir alcançar reconhecimento internacional e fazer de sua marca um codinome do estilo cava.

A Freixenet Cordon Negro Brut é composta das uvas Parellada (40%), Macabeo (35%) e Xarello (25%). O teor alcoolico é de 12,00%. Para um maior aproveitamento dos aromas e da espuma deve-se consumir a cava a uma temperatura de 6 a 7ºC. Se ainda não provou, vale a pena.

Preço Médio: R$ 50,00

Site Oficial

Nota: 9

terça-feira, 24 de maio de 2011

Café


Simples assim. Um cafézinho, por favor. O mundo é tarado por café e por isso não podemos deixar de tê-lo por aqui. Há uma infinidade de opções em cafeterias, tipos de cafés, cafeteiras expressas e o café a bebida (sem contar a água) mais consumida no mundo - 400 bi xícaras por ano. Do café feito em casa, ou moído na hora, àqueles elaborados como drinks, ele é um ótimo companheiro para todos os momentos, para confraternizar, conversar, fumar, relaxar, despertar. Cada um usa uma desculpa para tomar um cafézinho.

Para fazer um café tradicional é simples.

- 2 colheres (sopa) de café
- 200 ml de água filtrada

Após esquentar a água, deixe-a ferver. Despeje-a no coador com o pó do café e sinta o cheiro dessa bebida maravilhosa. Sabemos que poucas pessoas gostam dele puro, sem adoçar, mas tente prová-lo assim, pois só assim conseguimos sentir o verdadeiro sabor dele. Óbviamente há variações por gosto, mas essa é a base de tudo. Acrescente canela, mais pó, chantilly, leite, conhaque ou o que quiser. Café é uma bebida incrível para brincar e inventar. Mas para quem não sabe nem fazer pipoca de microondas já pode se aventurar e fazer o cafézinho e agradar os amigos e as visitas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Licor 43

Um sabor único e marcante. É assim que "43" pode ser definido. Corro o risco de dizer que no mercado não há nenhum licor com tal competência, pois seu buquê é inconfundível. De aroma forte e sabor delicioso (por não dizer delicado), o Lícor tem uma força que, como o próprio Zeezo diz: "é um licor para homem". Obvio que há mulheres que gostam, mas definitivamente sua força dá a conotação de que se há um licor de homem, o 43 é o símbolo.

A mistura de 43 ingredientes naturais e uma elaboração quase artesanal fazem deste espanhol um símbolo das bebidas alcoolicas da Espanha. A fórmula é secreta e milenar, pois desde antes da descoberta da Espanha já havia indícios de produção de licores naquele território. E o uso de frutas cítricas com plantas aromáticas já estavam no "cardápio". Desde a descoberta, pela destilaria Diego Zamora S.A., em 1924, do tal método secreto tornou o licor mais suave, e por meio da adição dos mágicos 43 ingredientes especiais, obtiveram esse deus do mundo dos licores. Se não conhecem, não percam tempo.



O 43, como a maioria dos licores, costumeiramente, é ingerido em sua forma cru ou gelado, porém em seu site oficial há algumas opções de coquetéis para serem feitos. Não provei, mas fiquei com gostinho na boca para tentar.



Nota: 9

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Fantasma

Logo na capa diz: "Um dos melhores romances de 2007" pela The Economist. Na contra-capa duas agraciações. Uma de Nelson Mandela "Um escritor que manipula o suspense como um Alfred Hitchcock das letras" e a Independet diz "... um excelente escritor de thrillers". A expectativa vai aos céus pelo romance de Robert Harris. E ela é verdadeiramente consumada. "O Fantasma" é um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Um best-sellers com cara de best-seller, com todos atributos de fixação, densidade, inteligente e sem o apelo de ser um conto infanto-juvenil, tão comum em época de Harry Potter e outros.

Durante as 318 páginas do livro, a história contada em primeira pessoa pelo ghost-writer (que não saberemos o nome) do ex-primeiro-ministro inglês Adam Lang. Ele fora chamado para o projeto pois o antigo escritor morreu de forma suspeita e foi encontrado boiando no mar. Longe de Londres para esse serviço, o escritor e o "contador de história" Lang vão avançando nas histórias, contando suas aventuras na faculdade, seu envolvimento político, sua história de amor por Ruth. Mas suspeitas começam a pairar no ar, assim que o manuscrito deixado por McAra começa a despertar uma ânsia de saber mais e mais do que está por trás da podridão do mundo político. Guerra do Iraque, assassinatos, espionagem, envolvimentos dúbios, traição, acordos suspeitos e muita pressão rondam a casa de veraneio dos Lang nos EUA. O ditado de quanto mais se mexe, mais fede se aplica inteiramente na política e temos mais certeza ao decorrer das páginas. Além da política, conhecer um pouco mais do que faz um ghost-writer foi muito interessante. Ser o responsável e não aparecer é uma das profissões mais difíceis e, pelo visto, mais perigosas.

Por suas características obvias e com menções à atitudes que o antigo primeiro ministro inglês, Tony Blair, "O Fantasma" é considerado um ato jornalistico em forma de romance. Harris consegue fazer um livro político e visceral, uma leitura fácil e empolgante. Agora, terminado o livro, sinto falta de nos momentos de bobeira não tê-lo para descobrir mais e mais. Harris me conquistou e estou atrás de outros livros seus. Bom, apenas para finalizar com chave de ouro, agora verei "O Escritor Fantasma", o último filme de Roman Polanski, baseado nesse best-seller. Dificilmente leio os livros antes de ver o filme, mas como me envolvi muito com a literatura de "O Fantasma", agora deixo que Polanski me surpreenda e consiga extrair o melhor do livro para a tela. Pelo trailer, acredito que conseguirá. Vejam:


Apesar de já saber os atores que estão no filme, lendo estava muito claro para mim que Ewan McGregor seria um perfeito ghost-writer. Brosnan também se encaixa muito bem no papel de de Lang. Agora é ver e conferir como Polanski "viu" esse livro dentro da cadeia e fez esse filme de lá.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu Amei Victoria Blue

Com o grande sucesso do filme "Bruna Surfistinha", o livro de Raquel Pacheco, "O Doce Veneno do Escorpião" voltou às prateleiras com força total. Mas toda a história da Bruna já é conhecida, tanto que virou filme. Então vou lhes apresentar Victoria Blue, para os mais íntimos, Fernanda.

O escritor Estêvão Romane retrata uma história verídica aos olhos do personagem Davi. A história de um brasileiro vivendo em Nova York em busca de conhecimentos, novas experiências, estudando, curtindo a vida, poderia ser escrito por milhares de compatriotas e ser um livro chato, como um diário. Mas Davi tem algo a mais que nenhum outro diário tem. Ninguem tinha Fernanda em sua história.

Fernanda cai de para-quedas na vida de Davi. Gaucha, bonita, culta buscando espaço em NY, ele logo se prontificou a ajudá-la, obviamente com segundas intenções. Com a aproximação e o envolvimento, fantasmas da vida da moça começaram a pairar sobre a vida do casal recém formado. Ataques de pânico, história de abusos e por vezes desconexas, medos incompreessíveis e a vida de Davi nunca mais seria a mesma. A desconfiança de que algo estava errado sempre exitiu, porém o envolvimento e a compaixão por um ser tão indefeso e desprotegido cegaram Davi, que se envolveu e amou Fernanda. 8 meses de um relacionamento caótico, apaixonado, desconfiado e sensual. Davi narra as brigas, as conquistas, as dúvidas e todo o relacionamento com Fernanda. É um livro de auto-ajuda quando o assunto é não enlouquecer com uma mulher de TPM 365 dias do ano.

Toda a história é muito dinâmica, em capítulos curtos, com algumas dicas do que fazer em NY e com um quê de Charles Bukowski nos momentos mais sensuais. Porém o grande erro do livro é entregar logo na capa o que veremos só no desfecho do livro. Começar a história já esperando o desfecho e a desnudação de Fernanda em Victoria Blue deixa tudo mais obvio, mesmo com os indícios, deixando o clímax da revelação um pouco mais morno. Mas isso não é motivo para não lê-lo, até porque tem uma leitura muito fácil, com liguajar totalmente atual, como numa confissão de um amigo que passou por mals bocados, apesar de tudo ser muito cômico, já que não se tornou trágico. Estêvão consegue prender a atenção e como o conselho na contra-capa do livro: "Não abra este livro se não tiver tempo. Porque, seja lá onde você estiver, não vai largá-lo até Victoria Blue se desnudar". É bem por aí mesmo. Já que "Bruna Surfistinha" é grande sucesso nos cinemas, tenho certeza que a história de Victoria Blue tem grande potencial para ser contado na tela grande.

Preço Médio: R$ 30,00
Editora Geração Editorial