quinta-feira, 3 de março de 2011

Cheesecake

Sempre tive um certo preconceito com Cheesecake. Certamente foi um trauma de alguma receita horrorosa com gosto de Polenguinho com Morango. Porém, a partir de uma tentativa de superar essa rejeição, busquei uma receita e decidi eu mesmo fazê-lo. E quem pensa que é algo de outro mundo, difícil e é melhor comê-lo em algum restaurante, engana-se. Uma receita fácil, gostosa e rápida. Prepare-se para impressionar com um cheesecake que servirá de sobremesa para uma jantar descompromissado ou após um almoço de domingo. Prepare sua forma e lambuse-se.


Receita

Massa:
  • 125 g de Biscoito Maisena
  • 75 g de Manteiga amolecida
Creme:
  • 300 g de Cream Cheese
  • 60 g de Açúcar de Confeiteiro
  • 1 colher (chá) Essência de Baunília (caso tenha, Sementes de 1 fava)
  • 1/2 colher (chá) de Suco de Limão
  • 250 ml de Creme de Leite Fresco.
Obs.: Apenas como informação. Não tentem usar creme de leite comum e açúcar refinado, não funcionam.

O preparo é simples. Bata os biscoitos até esfarelar. Junte a farofa à manteiga e bata até virar uma massa compacta. Não é necessária uma batedeira, apenas se for de sua preferência. Essa será a base do Cheesecake. Coloque uniformemente na forma redonda com fundo removível.

Junte e bata o Cream Cheese, Açúcar de confeiteiro, Essência de Baunília, Suco do Limão até ficar bem cremoso. Só no final, após formar um creme, misture ao Creme de Leite Fresco e espalhe sobre a base de biscoitos. Leve à geladeira por 1 horas a fim de dar consistência ao cheesecake.

Retire da Geladeira e agora vamos para a cobertura. Se quer facilidade, agilidade e se gosta, pegue uma Geléia (de boa qualidade) do sabor de sua preferência e espalhe sobre o Cheesecake. Sei que há variações, mas as de frutas vermelhas combina mais do que outras "criações". Para quem quer fazer, pode usar a receita de Calda de Morango e fazer com a fruta de sua preferência, ou uma mistura de frutas. Além do morango, a de Mirtilo (Blueberry) é uma delícia. E está pronta para servir e surpreender seus convidados ou devorar sozinho.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

St. John's Irish Pub



Com a aproximação do St. Patrick's Day, pensei instantaneamente no St. John's Irish Pub. Primeiramente por ser o único Pub genuino da Zona Leste. Há outros bares que colocam a identificação no nome, mas de pub nada tem. Uma casa que existe desde 2004, fincada no meio do Tatuapé, e que deu muito certo. Um pedacinho da Irlanda no meio da cidade.

A decoração é típica de pub, cheia de flâmulas, referências às cervejas, iluminação de tabernas e com telão pra assistir jogos, seja de futebol, rugby, futebol americano ou o que a galera quiser ver. Apesar dos dois andares, o pub é pequeno porém aconchegante e acolhedor, sem esquecer da mesa de snooker e do clássico jogo de dardos. Aos finais de semana as atrações sempre são as bandas de rock cover, se é que U2 é rock. Mas essa não é a questão, o que importa é que regado a chopps tradicionais, as bandas tem um ótimo nível. Veja a programação completa no site que é atualizado constantemente.

Bom, como disse, pub sem cerveja/chopp não é pub. Então o St. John's tem 3 opções de pints: o cremoso Erdinger, a Guinness encorpada e a amarga-gostosa Heineken. Além dos chopps há uma diversidade enorme de cervejas especiais, como Wexford, Fuller's Honey Dew, Murphy's Red, Czechvar, Leffe e Newcastle. Claro, para quem ainda não está acostumado com as cervejas mais fortes e de paladar diferente do conservador, há as cervejas nacionais. Para acompanhar esse bebedeira o pub oferece uma lista grande de porções e lanches inspirados em pratos tradicionais da Irlanda. Destaque à West Wings, asinhas de frango bem sequinhas e deliciosas, o John's Burger, um grande hambuguer tradicional mas bem saboroso e as John’s Cheese Fries, no mesmo esquema da famosa batata do Outback. Os preços da casa são bons, nada abusivos e ainda há dias com promoções como paga 2 e leva 3 ou mesmo a tradicional Guinness Hour ou a Heineken Day, com preços promocionais que valem a pena. E perceba, os frequentadores são clientes cativos da casa. Quem vai, é bem atendido e cria o hábito de frequentar o John's.


Para quem gosta de pub, é uma ótima pedida pelo clima,  Aos que não tem muita paciencia com lugares cheios e lotados, deixe para visitar e conhecer durante a semana. Invariavelmente aos finais de semana a procura é maior e costuma ficar muito cheio. E se quiser ir ao St. John's tomar um chopp verde em homenagem à São Patrício  que está a cada ano mais tradicinal em terras tupiniquins - chegue cedo ou procure outro pub, mas prepare-se, será dificil todos não estejam abarrotados.

Ambiente: 8,5
Atendimento: 8,5
Comida: 8,0

O St. John's Irish Pub fica localizado na Rua Itapura, 1327 - Tatuapé. O funcionamento da casa é o seguinte: Terça a Quinta à partir das 19hs até 2hs, Sexta e Sábado à partir das 19hs até 4hs e aos Domingo à partir das 19hs até meia-noite. 

Site Oficial - http://www.stjohns.com.br/

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Jordão

O bairro do Tatuapé cresce em todos os sentidos. São os arranha-céus, comércio, serviços. E com isso torna-se ponto fácil e obrigatório de novos restaurantes, bares e casas noturnas. O Jordão, como a Frutaria da Praça, chega e instala-se no centro do bairro com uma nova proposta: um bar arquitetonicamente bonito (estilo europeu) e com cardápio bar-gourmet; lógico, acompanhado de um chopp Brahma muito bem tirado. Além de tudo uma ótima estória inspirou a criação do bar. Ela pode ser lida lá mesmo ou no bonito site do Jordão.

Bom, antes de ir ao que leva um bar a ser bar, falarei um pouco da decoração. Antigamente onde está instalado o Jordão era um restaurante antigo de comida alemã, que acabou sendo esquecido no bairro por não ter se atualizado. Com uma grande reforma, escolha de belo imobiliário, além das tevês espalhadas pelo bar, o lugar ficou aconchegante, elegante e muito bem harmonizado entre seus diversos ambientes que compõe o Jordão, sinônimo de bar-elegante da cidade de São Paulo, valorizando ainda mais o Tatuapé/Jardim Anália Franco.

Varanda do Jordão
 O cardápio é variado e vai de quitutes comuns (porém bem gostosos) em bares como porções de pastéis até saladas e wraps, além da especialidade da casa: tapas espanholas, que são apetitosos tira-gostos. Há opções para todos os paladares. Os drinks clássicos são cuidadosamente feitos pelo barman. Há também opção aos que gostam da comodidade dos Clubes. Há da Cachaça (uma boa variedade) e do Whisky. Para os fãs de vinho, não se preocupe, o Jordão também tem opções para você. O grande carro chefe da casa é o Chopp Brahma (nas versões Claro e Black), que como disse, é muito bem tirado e sempre na temperatura ideal. Servido em tulipas, calderetas ou em canecas lindas e personalizadas. E melhor, o atendimento é rápido e sempre próximo para atender os pedidos.

Uma casa dessas certamente não poderia ter um preço comum. O preço é um pouco acima da média de bares, porém pelo ambiente vale a pena. Sempre cheio, inaugurado em Setembro de 2010, é um grande sucesso. Você que não é da região, vale um pulinho para conhecer o lindo Jordão.


Ambiente: 9,5
Atendimento: 8,5
Comida: 8,5

O Jordão fica localizado na Rua Apucarana, 1452, no Jardim Anália Franco. O funcionamento é de terça à domingo.

Site Oficial - http://www.jordaobar.com.br/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em Águas Profundas

David Lynch é um dos meus cineastas prediletos e foi exatamente esse o motivo pelo qual esse livro me despertou interesse. E esse interesse só aflorou ainda mais por pesquisar e descobrir que ele é um dos maiores divulgadores, uma verdadeira bandeira da Meditação Transcendental - uma eterna curiosidade em minha mente. Não mentirei, mas também ficou uma pulga atrás da orelha por decifrar muitos enigmas que momentos inteligíveis (e não são poucos) de seus filmes nos proporcionam. Ele mesmo diz que não é bom com palavras e por isso a linguagem do cinema é sua predileta: uma composição de vários sentidos para transmitir a mensagem completa e em sua plenitude. Portanto, longe de uma grande literatura, "Em Águas Profundas" é muito mais de dicas, idéias e exploração de mares nunca antes navegados.

A partir da leitura a figura e os filmes de Lynch passam a fazer muito sentido. A visão e a percepção de mundo que ele nos transmite é algo surreal. A Meditação Transcendental (a qual pratica há mais de 35 anos) é uma verdadeira droga: viciante, remete a mundos extraterrenos e causa uma sensação de prazer imenso - só contrapõe o fato de não causar mal algum à saúde, pelo contrário, só dá novas perspectivas e aflora uma criatividade antes inexistente. Nas 204 páginas temos parte biografica, páginas vazias com apenas pensamentos soltos, muitos relatos sobre suas experiências com yoga e meditação e, para quem não se interessa muito pelo lado místico, muitas informações sobre seus filmes e perspectiva dessa onda de cinema digital.

Seja dizendo que a montagem de "Eresehead" foi inspirada em uma linha da Bíblia, do arrependimento de ter permitido que o estúdio fizesse a edição final, da criação da série "Twin Peaks" e diversos mini-capítulos sobre sua última produção comercial "Império dos Sonhos", David Lynch prova que atrás de loucura e de seu característico topete, há um mente sã, limpa e totalmente consciênte de todas suas atitudes. A única diferença é que a criatividade alcançada com a Meditação lhe transporta a um mundo ideal. Agora só falta nos encontrarmos lá para entendermos o que ele quer dizer com sua filmografia que ultrapassa os limites do independente.

"Se for para pegar um peixinho, pode ficar em águas rasas.
Mas se quer um peixe grande, terá que entrar em águas profundas" (David Lynch)



Filmografia de David Lynch:

Eraserhead (1977)
O Homem Elefante  (1980)
Dune (1984)
Veludo Azul (1986)
Coração Selvagem (1990)
Twin Peaks: os Últimos Dias de Laura Palmer (1992)
A Estrada Perdida (1997) 
História Real (1999)
Cidade dos Sonhos (2001)
Império dos Sonhos  (2006)


Lynch além dos longas, tem uma vasta quantidade de curta-metragens e utiliza a internet como grande expositor de suas pequenas obras. Também é responsável pela David Lynch Foundation sobre a divulgação da Meditação Transcendental no planeta.

Veja vídeo onde ele explica como a Meditação auxilia e amplia sua criatividade e outras coisas mais. Essa experiência foi dividida durante sua visita ao Brasil na divulgação desse livro. Confira, encante-se e leia esse livro:


Nota: 7,5

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Google Art Project


O Google lançou hoje o Art Project, um serviço interativo sensacional, uma espécie de Street View da arte. É possível explorar museus de todo o mundo, em que o usuário pode passear pelo museu (num esquema igual ao Street View) e visualizar as obras que desejar em alta resolução. Não é demais visitar um museu que jamais sonharia ver, do outro lado do mundo, sem sair de casa?

Num trabalho que demorou 18 meses, é possível visitar 17 museus, como o MoMA e o Metropolitan de Nova York, a Galeria Ufizzi de Florença, o Tate de Londres, o Van Gogh Museum de Amsterdã (veja fot acima)...

Visite e se perca, por infinitas horas: http://www.googleartproject.com/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Goulash


No almoço de Natal preparei um de meus pratos prediletos: goulash. Me lembra a minha infância, quando minha bisavó (que era alemã) preparava esse prato típico da Hungria, mas que fincou raiz também na Alemanha e Áustria. Existem variações em que na receita vá batatas, cenouras, alcatra no lugar do músculo e coisas do tipo, mas vou ensinar a receita mais tradicional possível, que fica bem próximo do que minha bisavó fazia. Normalmente, é servido na Hungria com spatzli, uma espécie de gnocchi mais consistente (aqui no Brasil costumam servir com arroz - o que considero um sacrilégio - e com macarrão também. Não faça isso! Vai estragar o sabor final!). Ensinarei também a fazer o spatzli (que é muito fácil) e ensinarei uma outra alternativa, que era o que eu comia quando criança: semmelknödel, que é uma espécie de bola de pão cozida com especiarias, muito popular na Alemanha. Atenção: é demorado; se for servir no almoço, comece de manhãzinha. Vale a pena, o resultado é divino e a carne literalmente se desfaz na boca.

Goulash (para 4 pessoas)

Ingredientes:
- 1 kg músculo cortado em cubos
- 2 cebolas cortadas em rodelas grossas
- 3 colheres (sopa) de extrato de tomate
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) de páprica doce
- 1 colher (sopa) de páprica picante
- casca de meio limão, em tiras grossas
- 1 colher (café) de açúcar
- 1 colher (chá) de kümmel (pode ser cominho, se não achar)
- Água para cozinhar
- Sal a gosto
- 1/4 xícara de farinha de trigo

Modo de preparo:
Misture o açúcar, o kümmel (ou cominho), as cascas de limão, e reserve.
Em uma panela, refogue a carne na manteiga, até dourar um pouco. Coloque as pápricas picante e doce e sal a gosto. Acrescente a cebola, e vá misturando, até a cebola ficar transparente. Coloque o extrato de tomate, junto com a mistura kummel/casca de limão/açúcar. Misture mais um pouco. Deixe cozinhar por aproximadamente 4 horas e vá acrescentando água quente/morna conforme a necessidade durante o cozimento (costumo colocar uma concha cheia cada vez). Quando a carne estiver extremamente macia (espete com o garfo), quase desfazendo, está pronta. O toque final é acrescentar a farinha de trigo peneirada, logo após acrescentar a última concha de água para o cozimento, para dar uma engrossada no molho.

Spatzli

Ingredientes:
- 250g de farinha de trigo peneirada
- 1 copo (200ml) de leite morno
- 2 ovos
- Uma pitada de sal
- Uma pitada de pimenta do reino

Modo de preparo:
Misture tudo até a massa ficar mais consistente e elástica. Corte em pedaços pequenos e coloque para cozinhar em água fervendo. Conforme subir (flutuar), recolha com uma escumadeira e jogue em um recipiente com água fria (que faz com que não gruda uma na outra). Escorra e sirva.

Semmelknödel (alternativa ao spatzli, mais trabalhosa, porém mais saborosa)

Ingredientes (para 8 bolas, que devem ficar do tamanho de uma laranja):
- 8 pães franceses amanhecidos
- 1 1/2 copo (300ml) de leite
- 1/2 cebola bem picadinha
- 2 ramos de salsinha picada
- 50g de toucinho defumado picadinho (ou presunto cru, se preferir)
- 2 ovos
- 1/4 xícara de farinha de trigo
- 1 pitada de noz moscada
- 1 pitada de sal
- 1 pitada de pimenta-do-reino

Modo de preparo:
Vamos usar apenas o miolo do pão amanhecido - retire a casca com uma faca e corte em cubos. Acrescente o leite morno, para amolecer. Quando o pão estiver uma espécie de massa em meio ao leite, adicione todos os outros ingredientes (com exceção da farinha de trigo), aos poucos, misturando bem. Caso esteja um pouco mole, vá adicionando a farinha até atingir uma consistência mais firme. Faça bolas da massa resultante com as mãos, do tamanho de uma laranja pequena. Cozinhe, sem ferver, em água com sal. Quando as bolas subirem à superfície, estão prontas para servir. Dica: quando já estiver no prato, não corte as bolas, "rasgue" com o garfo (apoie com a faca e puxe com o garfo). A parte rasgada é mais porosa do que se tivesse sido cortada, e portanto melhor para se jogar o goulash por cima, absorvendo o molho.

Depois me digam como ficou!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Atum em Crosta de Gergelim


Aos amantes de cozinha japonesa esse é um prato necessário e já conhecido. Aos frequentadores do Restaurante Ráscal, também é figurinha carimbada, por ser um dos únicos pratos fixos do habitual cardápio rotativo da casa. O atum em crosta de gergelim acompanha muito bem saladas ou legumes cozidos. E o melhor é que é muito fácil de se fazer e tem seu sabor acentuado quando acompanhado por um molho agridoce.

Uma delícia de receita para comer sem se preocupar com calorias e agradar muito o paladar. Então aprenda a fazer esse delicioso atum, que também pode ser substituido pelo salmão.

Peça ao peixeiro que limpe bem uma peça de atum (em torno de 500 g) e o tempere com sal a gosto. Para que o peixe fique todo envolto com gergelim, pegue duas claras e bata-as levemente e passe em todo o filé e logo em seguida na mistura de gergelim branco e preto (100g de cada). Aos que gostam de mais tempero, pode-se incluir aqui coentro e pimenta branca a gosto. Com o atum completamente envolto de gergelim, enrole-o no papel filme a fim de fixar bem a crosta ao peixe.

Apenas para melhor visualização, veja os ingredientes:

Atum (500g)
2 claras
100g Gergelim Branco
100 g Gergelim Preto
Coentro (a gosto)
Pimenta Branca (a gosto)

Agora o modo de preparo deve ser rápido. Coloque um fio de azeite na frigideira, em fogo alto, tire o papel filme e frite por 1 minuto de cada lado do peixe, dourando apenas o entorno e o centro do peixe está cru. Essa é a idéia. Pronto. Fácil. Agora corte o peixe em fatias finas, prepare uma bela salada ou faça um simples molho agridoce.

Para prepara o molho agridoce você precisa de:

1 xícara (chá) de vinagre balsâmico
1/2 xícara (chá) de saquê
10 colheres (sopa) de açúcar

Misture os ingredientes numa panela, em fogo médio esperando reduzir até a metade do volume inicial. Fica com uma aspecto de caramelo, mas que com o peixe acompanha muito bem, principalmente pelo predomínio do sabor do gergelim.

Essa é uma receita fácil e muito gostosa, principalmente aos que amam comida japonesa e acham que não tem mão/capacidade para fazer. Aos que não gostam ou tem receio de comer peixe cru, essa é uma possibilidade de quebrar o preconceito.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Diletto - Gelato Italiano


Tão acostumados aos sorvetes Nestlè, Garoto e Kibon nas padarias da cidade, ao ver Diletto já foi uma surpresa. Ao comprar e provar, uma deliciosa experiência sensorial. A história da sorveteria começa em 1922 no nordeste da Itália. O dono da idéia de misturar a neve à frutas frescas é o Nonno Vittorio Scabin que com a Primeira Guerra Mundial deixou a Itália e refugiou-se no Brasil. Agora, sob administração dos netos, a Diletto segue com alto padrão de qualidade, sabores inesquecíveis e textura aveludada e característica de seus sorvetes.

Além do chamativo logotipo, os sabores são o diferencial da marca. São sabores que originalmente só se encontra em pote, não em picolés. Saiba quais são: Limão Siciliano, Morango, Framboesa, Maracujá e Chocolate de Origem são os sorbets (sem leite). Já os blends são dos sabores Coco Malásia, Chocolate Italiano e o tradicional Menta e Chocolate. Para finalizar os gelatos de Pistache, Vanilla e Chocolate e o de Gianduia. Certamente eu não experimentei todos os sabores, mas só por ter provado os de Framboesa e Pistache sei que todos são maravilhosos.

Agora, assim que vejo o ursinho, sei que posso tomar um sorvete delicioso, de sabores diferentes dos popularmente famosos e ter garantia de satisfação. Não é fácil de achar as geladeiras da Diletto, mas ao vir uma, pare e prove. Certamente não se decepcionará.



La felicitá è un gelato. Ainda mais se for Diletto.

Preço: entre 4 e 6 reais.

Visite o site oficial - http://www.gelatodiletto.com.br/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mexicaníssimo

Esse restaurante abriu há cerca de um ano, perto de casa, e como sempre estava cheio, resolvi conferir - ainda mais que sou fã de comida mexicana!

Pequeno, porém acolhedor, logo dá para perceber que é um pouco diferente dos outros restaurantes mexicanos: não tem aquele ar tex-mex, nem uma decoração forçada para gringo acreditar. Parece que é como se fosse realmente no méxico: tudo naturalmente decorado, despretensioso, com belas tevês de plasma passando clipes moderninhos de música mexicana (ao invés daquelas coisas cucarachas feitas para turistas). Muito bacana!

Ao ser atendido, percebi o porquê de tudo aquilo: o dono (assim como a maior parte dos funcionários - incluindo - detalhe importante! - o cozinheiro) é mexicano - e foi ele quem me atendeu. Não é um poço de simpatia, um tanto bronco, mas não mal-educado. Ao perguntar sobre cada comida, me explicou como era cada uma e resolvemos participar do rodízio, para degustar tudo.

A grande surpresa foi que a comida não é nada parecida com o que eu havia experimentado antes: parecia comida caseira, genuína e com um sabor especial, sem exageros. Enfim, uma delícia! Pode pedir tudo, e comer sem medo, pois foi aprovado com louvor. Vá uma vez e volte sempre. Para beber, peça uma cerveja mexicana Dos Equis. O melhor de tudo é que o preço é super em conta: o rodízio sai por R$23,90 (almoço) e R$29,90 (jantar).

O Mexicanissimo fica na Rua Ribeirão Claro, 192 - Vila Olimpia. Abre todos os dias.

Notas:
Atendimento: 6,5
Ambiente: 8,0
Comida: 9,0

Site: http://www.mexicanissimo.com.br/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Afinal, o Que Querem as Mulheres?


A qualidade das minisséries nacionais está cada vez melhor. Algumas históricas e outras biográficas. Aqui, temos uma pergunta clássica, porém nunca decifrada de Freud: "Afinal, o Que Querem as Mulheres?". Bom, se ele não eluscidou, sabemos que nunca teremos uma resposta, mas o diretor Luiz Fernando Carvalho, o melhor realizador da televisão nacional, ultrapassa o limite do genial e faz dessa minissérie de 6 capítulos, a melhor produção da televisão de 2010.

Temos o psicanalista André Newmann que inspirado pela fatídica pergunta faz sua tese do doutorado tentando decifrar o que nem Freud, que aparece nos sonhos de André, conseguiu. Durante as pesquisas e estudos, o seu relacionamento com Lívia rui, de forma cansativa e desestruturante. Porém esse obstáculo só o faz ter mais ímpeto pelos estudos e realmente entender o que elas e, principalmente, sua verdadeira paixão quer, afinal. Veja como eles se conheceram e perceba a qualidade técnica, do roteiro e dos detalhes:




Isso é apenas o começo de uma sucessão de amores e dessabores sobre o que sua tese de mestrado causará. Um best-seller, um seriado, outras mulheres, uma sombra chamada Lívia. Um seriado que ficará marcado na mente por sua beleza estética e fotografia impecável, cuidado com produção, figurinos e cenografia. O elenco é de tirar o chapéu com destaque para o excelente Michel Melamed como protagonista e para Paola Oliveira. Outras estrelas fazem parte do seriado: Rodrigo Santoro, Vera Fischer, Letícia Sabatella, Maria Fernanda Cândido, Tarcísio Meira, Dan Stulbach e a memorável estréia de Tatiana Dovichenko, na pele da russinha. A música tema foi criada e é interpretada por Melamed. Ouça "Nome à pessoa" que faz uma ligação entre nomes de mulheres e atitudes de forma sensacional:


"Afinal, o que querem as Mulheres?" deve sair para locação e venda num futuro próximo, porém é possível encontrar no Youtube a série completa. Óbvio que vale a pena dar uma olhada ou esperar sair para ter essa obra em casa. O envolvente roteiro de João Paulo Cuenca, com a coautoria de Cecília Giannetti e Michel Melamed tem momentos de brilhantismo nunca antes realizados. A escolha da trilha sonora com musicas antigas, costuram as tramas de forma suave. Luiz Fernando Carvalho já havia provado que sabia adaptar de forma sensacional e definitiva textos memoráveis de grandes escritores, como nas produções do Projeto Quadrante ("Capitu" e "A Pedra do Reino"), "Os Maias" e, no cinema, "Lavoura Arcaica". Aqui, com um texto atual, moderno e dinâmico, mostrou saber exatamente como a televisão brasileira pode mostrar cultura e diversão juntos.

Infelizmente, o público parece ainda não está preparado para isso, visto o baixo índice de audiência que alcançou, mas parabenizo à Rede Globo por acreditar e incentivar que grandes produções de caráter artístico (no âmago do que é arte) sejam feitas e reveladas ao grande público. A resposta sobre o que querem as mulheres, obviamente, fica sem resposta, mas a verdadeira resposta é a explosão sensorial que "Afinal, O Que Querem as Mulheres?" proporciona.

Para quem quiser embrenhar-se mais, o site oficial da minissérie é sensacional, com muita interatividade, vídeos, músicas, fotos, textos e muitas coisas.